ALCAÇUZ -  Glycyrrhiza glabra L.

ALCAÇUZ - Glycyrrhiza glabra L.

 11/08/2020

 

Glycyrrhiza glabra L.

 

Alcaçuz

 

Parte Utilizada:

Raiz e rizoma

Padronização / Marcador:
Raiz e rizoma; Glicirrizina, saponinas triterpênicas [2].

Ações Farmacológicas:
Ações antiexudativa, antiedematosa [7]. Expectorante, antiulceroso,espasmolítico, antialérgica e antiinflamatória (ação semelhante a de corticosteróides) [2].

Indicações oficiais:
Demulcente no tratamento de faringite, expectorante no tratamento de tosses e catarros brônquicos. Profilático no tratamento de úlceras gástricas, duodenais e dispepsia. Antiinflamatório no tratamento de reações alérgicas, reumatismo e artrite. Previne toxicidade hepática. [2].

Indicações tradicionais:
antiasmático, antiviral emenagogo, galactagogo, e laxativo. Auxiliar em cálculos hepáticos, doenças cardíacas, epilepsia, inapetência, tontura e hemorróidas [2]. Alivia dores espasmódicas em casos de gastrite crônica, inchaço epigástrico, flatulência e má digestão [5]. Coadjuvante no tratamento de tuberculose e insuficiência adrenocorticóide[2]

Apresentações, Forma Farmacêutica, Posologia e Protocolos:
Uso interno:

Extrato seco (em cápsulas vegetais) ou líquido, solução, gotas orais, spray orofaríngeo, elixir, xarope comum, dietético ou melitos (xarope de mel) com dose diária equivalente a 200 - 800 mg de glicirrizina [2].

Efeitos Colaterais e Reações Adversas:
Não há relatos de reações adversas associadas ao alcaçuz, na dose recomendada pelo período de tratamento recomendado [3].
Não se recomenda a administração por mais de 4 - 6 semanas, pois há riscos de efeitos colaterais semelhantes aos dos coricosteróides, como edema, pseudoaldosteronismo, hipertensão e ganho de peso[4,2].

Precauções, Restrições, Cuidados, Advertências, Interações, Contra-indicações
Superdosagem, Informações Adicionais:

A superdosagem pode elevar a pressão arterial, devendo-se ter cautela com hipertensos, nefropatas, cardiopatas. Não deve ser usado na gravidez e lactação. Contra-indicado nas colestases hepáticas, na hipocalemia, na insuficiência renal [4] e em caso de cirrose hepática. Uso cauteloso se associado a corticosteróides, tiazídicos e diuréticos de alça, glicosídeos cardíacos, espironolactona e amilorida, pois pode aumentar a perda de potássio e causar retenção de sódio [4, 2]. Pode reduzir o efeito de drogas anti- hipertensivas. Se a faringite ou a tosse persistirem por mais de 3 dias o médico deve ser consultado [2]. Em casos raros, podem ocorrer mioglobinúria e miopatia [2].

Referências: 
[1] WISENAUER, W. Fitoterapia, fitofármacos, farmacologia e aplicações clínicas. 2aed., São Paulo: Pharmabooks, 2006.
[2] World Health Organization - Monographs On Selected Medicinal Plants. Geneva, 1998.
[3] TESK, M.; TRENTINI, A.M - Herbarium, Compêndio de Fitoterapia - 2a. Edição - Paraná.
[4] FERRO, D. Fitoterapia, conceitos clínicos. São Paulo: Editora Atheneu, 2006.
[5] Blumenthal, Busse, Goldberg, et als – The Complet German Comission E Monographs – Therapeutic Guide to Herbal Medicines – The American Botanical Council - Boston , Massachusetts – 1998
[7] WISENAUER, W. Fitoterapia, fitofármacos, farmacologia e aplicações clínicas. 2aed., São Paulo: Pharmabooks, 2006.